Os Mello no Mundo
Pouco importa o que os outros pensam a nosso respeito. Pouco importa a notoriedade, o reconhecimento social. Em compensação, não neglicenciemos o impacto das marcas deixadas no espírito por nossas ações negativas. Essas marcas são determinantes para nosso futuro e nossa felicidade...Isso é que interessa.
PERFIS
Nomes: Ele - WAGNER Jr., Ela - ADRIANA e da Outra - ANA BEATRIZ.
Como se chamam em casa: Ele - Jú (sem sacangens hein!?), Ela - Tita e a Outra: BUBI.
Idades: Ele - 31 (mas não parece mesmo!!!), Ela - 29 (também não parece nem um pouco)e a Outra - 3 (mas parece ter mais, é muito madura!!)

Signos: Dele - Não poderia ser outro, leão, é claro!!!!, Dela - Aquário (alguém conheceria outro para aturar???) da Outra - Escorpião (ninguém merece)
Podem vir para todos: amigos, comentários e dinheiro(muito).

Tipo de Música: Ele - RAP, R&B e POP; Ela - MPB e Rock Nacional a Outra - Cássia Eller, Xuxa, Blue's Clues. Os três odeiam pagode.
Bandas Preferidas: Dele - ColdPlay e RadioHead, Dela - Titãs e da Outra - Barney (um dinossauro roxo e escroto)
Cantores: Dele - 50 Cents, Byoncee, Annie Lenox; Dela - Caetano e da Outra - Cássia Eller, Marisa Monte e Dos três: Igual aos da Outra.
Filme que fizeram pensar: Para os Dois - The hours e Para a Outra - Slepping Beauty (Ela tem medo do Bruxa) e a Snow White (Ela adora a Bruxa)

Lugar que vivem: New York, apesar de amarmos o Rio de Janeiro. Ele e a Outra gostam mesmo da praia!!!

O que cada um faz no BLOG: Ele só escreve, Ela só corrige e a Outra enche o saco antes, durante e depois.
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Domingo, Dezembro 28, 2003

CELITE

Na sexta-feira fui ao trabalho e como alguém seria dispensado pedi para vazar. Motivo??? A maldita que não me deixou ainda. Se contabilizar, acho que fui ao banheiro umas trinta vezes. Minha barriga, que não existe, está encovada. Parece até que passei três dias fazendo abdominais. Sem contar minhas olheiras e minha boca seca, por mais água que beba. Até para remédio constipantes (que sou terminante contra, eu resolvi apelar).

O pior é a fome e o pensamento de precisar usar banheiros estranhos. Imaginem a cena...eu todo cagado voltando de metrô do SoHo. Odeio usar banheiro fora da minha casa e até então nunca tinha feito isso. Sempre me orgulhei por esse fato, mas nesta sexta fui obrigado a passar dois "faxs" (se é que posso chamar o chafariz assim) no banheiro do restaurante. Foi foda!!! Pior não foi o cheiro, até porque não tinha mais nada sólido para botar para fora, foi o medo de fazer barulho...acho que seria sacaneado pelo resto da minha vida pelo Chris.

Quando falei que estava indo no lugar do Dan para casa, ele me perguntou o motivo e eu expliquei. Do nada o cara que é americano solta o seguinte em português: "- Está com cueca suja???". Perguntei em inglês o que ele queria dizer com aquilo. E ele repetiu. Só então a ficha caiu e percebi que ele falava em português o tempo todo comigo. Disse que não...completando com um NEM FODENDO (expressão ensinada e devidamente aprendida e bem aplicada por todos no restaurante).

Antes da minha saída, a minha vingança. Um dos turcos ensinou a ele que quando alguma turca o cumprimentasse, ele falasse o seguinte: "- Yaragimi ye". E ele ficou repetindo isso durante horas na semana passada. Então, entrou uma moça turca e quando ele foi apresentado a ela, repetiu exatamente isso. Vocês precisavam ver a cara da mulher. Ficou super assustada e roxa de vergonha. Só então os dois turcos (um da cozinha e outro do bar) começaram a rir e ele se deu conta que falou besteira, mas não fazia idéia do que era. Acho que para ele seria como: "- Tudo bem como você?". Perguntei ao Fatih o que significava aquela frase e ele me disse no ouvido bem baixinho: "- Suck my dick". Ri, de ficar com a boca doendo.

E é lógico que ele foi e será sacaneado por um tempo gigante dentro do Antique Garage e eu ensinarei ainda coisa pior para ele falar com algum brasileiro que for lá.

Com saudades
Ele, postando do vaso sanitário.

Os Mello, 12:29 PM


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Sábado, Dezembro 27, 2003

XMAS/03

Sobrevivi depois do jantar de Natal na casa dos Rodriguez. Confesso que depois da 11:00 até que consegui me divertir um pouco com conversas informais com a Anúzia e Clarice. Conforme havia postado anteriormente, não pude encher minha cara de nada... fui tomado por uma diarréia absurda durante todo o dia. Passei o dia inteiro na água e na coca-cola e à noite, estava tão faminto que entre comer e encher a cara, fiquei com a primeira, já que qualquer uma das duas me faria mal.

Não posso deixar de citar uma personagem criada pelo salve-salve-meu-sogrão-Osi, chamado Príncipe do Brioco. Durante alguns comentários pós-jantar de Natal, surgiu esse apelido que nos fez rir algumas horas. Isso mesmo Baronesas da Ralé (www.baronesasdarale.blogger.com.br), vocês possuem parentes imperiais em vários lugares do mundo...aquela coisa de sangue azul. Infelizmente ficarei por aqui... quem quiser depois me pergunte pelo MSN, onde darei as devidas explicações.

Já o dia seguinte foi ótimo. O almoço estava marcado para 11:00 e às 11:00 em ponto, toca o interfone anunciando Akira. Eu e Ela acreditamos que os orientais e os americanos ficam na porta dos prédios olhando para o relógio e quando os ponteiros chegam no horário marcado, eles entram na portaria e pedem para ser anunciados. E depois do Akira foram chegando os outros convidados.

Fico puto com a falta de compromisso das pessoas. Às 8:30 da manhã toca o telefone e um casal de brasileiros que havia sido convidado para o almoço, comunicou que não viria. Tudo bem que ninguém é obrigado a participar, mas o foda mesmo ficou por conta das coisas que eles trariam. Não gosto de contar com nada para esse tipo de ocasião, mas a menina insistiu tanto em trazer alguma coisa para o almoço, que eu concordei que eles trouxessem uma outra carne (frango). Enfim, às 10:50 estava eu no supermercado (que por Deus e infelicidade dos funcionários, abriu) para comprar frangos semi-prontos (que por sinal são ótimos!!!).

Tomamos vinho, caipirinhas e por último ainda enfiei o pé-na-jaca. Comi tudo que podia e não podia... resultado, a diarréia voltou desta vez com força total. Acredito que foram pelos menos uns 9 episódios. O almoço estava ótimo. Eram duas saladas diferentes (uma com legumes cozidos no vapor e outra grega), um presunto com mel e frutas, frangos (quase de padaria) e arroz com passas e amêndoas. De sobremesa sovertes, panetone e pudim de leite condensado. Durante o almoço e a sobremesa os turcos falaram para Ela, uma expressão turca que traduzida seria mais ou menos o seguinte: "- Que Deus abençoe suas mãos". Nem preciso comentar que Ela não cabia dentro do apartamento depois deste elogio.

Todos são ótimos e consigo ver que hoje tenho alguns amigos por aqui também. São as poucas pessoas que não se contaminaram com a facilidade de ganhar dinheiro que existe por aqui. Boas de coração, que estão mais preocupadas em manter as amizades e promover trocas (sem trocadilhos ou sacanagens, ok?)

Por último chegaram duas atrasadas Gina e Daiana. Sentimos falta do Chené e do Ramon (que passam o Ano Novo no Marrocos), da Silvia (que voltou para Espanha), do José Carlos (que viajou para Filadelfia) e da Beata (que passou com os pais poloneses aqui em NYC), mas contaremos a eles como foi e na próxima festa estarão presentes.

Um dos melhores comentários ficou por conta do Sinan, em dizer que me pareço com Turco. Na verdade não sei bem que cara tenho. Nunca ninguém por aqui chegou e falou assim: "- Você é brasileiro, não é?". Sempre acham que sou Russo, Albanês, Iugoslavo e Turco. Juro que não sei se isso é bom ou ruim.

Na saída o mais engraçado. Os turcos cumprimentaram Ela apertando a mão e a mim com dois beijos no rosto e uma abraço. Será que os caras são "tchalarines" ??? (assim perguntará meu amigo Art - www.bardoart.blogger.com.br). Eu digo que não. Estou aprendendo a me adaptar aos costumes de outros povos e os Turcos só agem desta forma entre eles e com aqueles que consideram bastante. São muito amigos e quando consideram alguém, isso é de verdade. Só nos restou dizer muito obrigado por tudo (em turco): "- Tesekkür ederim".

Com saudades,
Ele que não é turco, russo, albanês ou iugoslavo...é brasileiro e carioca mesmo.

E.T. AS FOTOS DO ALMOÇO JÁ ESTAM DISPONÍVEIS.



Os Mello, 12:12 AM


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Terça-feira, Dezembro 23, 2003

SÓ NA LIMPEZA

A Outra acordou meio mal hoje. Miando (isso mesmo...igual ao meu irmão quando era mais novo e ao Leonardo, meu primo!!!) o tempo inteiro atrás de mim e quando foi ver (ou melhor, senti o futum), rolava uma diarréia daquelas de escorrer pelas pernas. O pior que a Outra se sente muito mal com isso. Não queria que eu a limpasse e durante todo o tempo que fiz, ficou tampando o rosto com as maozinhas. Não quis também colocar a fralda limpa sem tomar banho.

Ficou uns vinte minutos brincando na banheira e o dia se resumiu, a muitos outros episódios, outros banhos, inapetência e febre. Quanto a inapetência, tudo bem que eu não sou um cheff, mas minha comida não é tão "incomível" assim.
Agora a noite, rola um dengo, algum charme, o meu colo (enquanto escrevo este post) e duas bananas sem graças comidas... esse foi o saldo do dia inteiro de hoje.

Na quarta tem jantar de Natal na residência dos Rodriguez, com direito a pessoas que não fazem parte da minha vida e que não tenho a menor afinidade. E certamente rolará um post depois... Como gostaria de estar com meus pais, com o Osi e com a (além dos meus oputros familiares).
Alguém merece??? Eu mereço!!! Longe de onde eu queria estar e perto de onde deveria estar longe. Assim é a vida...com momentos inexplicáveis e peças pregadas à toda hora.

Na quinta tem almoço de Natal aqui em casa Hoje comprei as últimas coisas que faltavam. Encontrei um socador da hora para fazer aquela caipirinha esperta. Amanhã compramos a comida... aprendi com o Art que é melhor garatir a bebida antes... São doze amigos estrangeiros, entre curso, trabalho e outros. Vai ser divertido e as fotos serão postadas logo desta vez... já que o Akira foi intimado a trazer a digital cheia de recursos... eu prometo!!!

Com muitas saudades,
Ele

Os Mello, 11:34 PM


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Segunda-feira, Dezembro 22, 2003

FOI FODA

E o Natal está chegando. E com ele um ano que não vejo meus pais, meu irmão, meu sobrinho, minha família e meus amigos no Rio. Eu até tenho certeza que o sacrifício vai valer alguma coisa...mas confesso que é duro.

Dia 27 de Dezembro faz um ano que os Mello chegaram aqui em NYC. Vieram, assim, para passar dez dias de férias, com direito a Ano Novo em Connecticut, com volta marcada no dia 06 de Janeiro. O Ano Novo aconteceu e já está acabando...mas a volta ainda não.

Esta semana foi muito pesada. E se complicou mais no sábado, quando no restaurante, passei por uma situação horrorosa. Entrou um casal muito do estranho que ficou rindo, acredito, do meu sotaque. Confesso que fiquei puto e com vontade de enviar a mão nos cornos dos dois... mas fazer o que??? Gosto do lugar que trabalho e não faria isso em respeito ao Utku (dono do restaurante). Só não deixei de me desculpar, ironicamente, pelo fato de não ter nascido aqui e falar do orgulho que tenho disso. Enfim, o casal se retirou sem pagar uma taça de vinho e fui obrigado a cancelar um pedido enorme que eles haviam feito. Quando fui explicar o que houve para o dono, ele pediu para eu não me incomodar com essa situação, que o não havia problema algum com o meu inglês e que clientes desse tipo ele não fazia questão de ter na sua casa. Terminou perguntando se eles desejaram ao menos "happy holliday" eu disse que não. Ele então confirmou que pessoas educadas fazem isso por aqui, então não poderíamos esperar outra atitude dessas pessoas.

Fui então tomar um ar frio no lado de fora. Respirei um pouco. Falei com a Ela. Chorei um pouco e voltei meio que com medo de falar com os outros clientes. Sei que não pode ser desta forma... mas foi assim que me senti.

O cara foi legal... me viu chateado pela situação e fez de tudo para me deixar animado. Colocou até Marisa Monte tocando, o que me deixou com mais saudade do Brasil e com a pergunta que às vezes não cala: "- O que estou fazendo aqui???". Foi muito foda!!!! Na verdade me senti humilhado. Situação que nunca passei quando morava no Brasil e acredito nunca ter feito isso com alguém também. Sei do meu potencial e não me sinto inferior pelo fato de trabalhar como garçom (até conversei com ele outro dia e terei um ou dois dias, oferecidos por ele, para ficar lá depois que minha licença sair...se eu quiser). Sei que não sou estúpido, mas também reconheço que tenho problemas com a segunda língua e que não conseguirei me livrar do sotaque... e nem sei se quero. O que me interessa ainda por aqui é o dinheiro que ganharei no futuro, a chance de uma vida legal para minha família e uma educação muito legal para minha filha com direito de conviver com outras culturas... nada mais.

Com muitas saudades
Ele.

Os Mello, 7:47 PM


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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003

I DID IT

E a vida vai voltando ao ritmo anterior. Os dias amenizam tudo...conforme um dos ensinamentos de Budha.

Por aqui as novidades são poucas... muito trabalho (e isso é bom!!!) e os preparativos para a festa de Ano Novo.

A saga da semana fica por conta da compra da árvore de Natal verdadeira. Sempre tive vontade de ter um pinheiro de verdade em casa nesta época, mas morando no Rio de Janeiro com um calor mínimo de 40C, não há pinheiro que resista por dois dias, sem contar que acaba sendo um artigo de luxo (e importado do sul do país...). Aqui é diferente. Em cada esquina tem um cara vendendo milhões delas. Acredito que a falta de espaço nas casas proporcione tantas compras. É mais simples...acaba o Natal e árvore vai parar na lixeira...os enfeites são colocados numa vasilha e vão para debaixo da casa...simples!!!

Mas minha saga começou quando descobri que perto da minha casa (em cada esquina) não havia um vendedor de árvores de Natal de verdade, e o lugar mais perto fica à dez minutos andado a pé. Nada demais??? Errado...tudo de mais, ou vocês acham que é simples sair pelas ruas com uma árvore de Natal, criança e carrinho. Sentiram como foi então meu suplício.

Tudo começou no Domingo... depois de cinco horas nevando, resolvi sair de casa para a Outra brincar um pouco na neve. Aproveitaria a oportunidade para comprar a árvore. Só para sair de casa, eu gastei mais ou menos 3 horas. Entre colocar o gorro, choros, tirar o gorro, colocar capa, descer até a porta do prédio, subir ao apartamento, choros, tirar os casacos e falar que não sairíamos, gastou um tempo gigante e minha paciência. Enfim saímos de gorro, carrinho, capa e muita, mas muita chuva. Rodamos tudo. Escolhi a árvore, mas segundos antes de pagar, perguntei para o cara se rolava uma entrega e ele disse que não. Aí foi o primeiro momento frustrante. Como em NYC não se entrega uma árvore de Natal. CA-RA-LHO!!! Me senti em Sepetiba, no século XVIII. É mas verdade seja dita, não rolava entrega e tive que me contentar com isso, mesmo que puto.

Segunda-feira, saio novamente com a Outra. Para minha infelicidade, a Outra não teria aula. Quem é pai e mãe sabe do que digo. Corremos os Shoppings aqui perto de casa e nada. Simplesmente todos as pessoas daqui, que não tem uma praia ou academia para fazer nos finais de semana, resolveram comprar todas as árvores de Natal, mesmo sem precisar, só pelo fato de estarem baratas. Sabe aquilo: "-Eu não preciso, mas tá tão barato...e em promoção... então eu compro!!!" Resumo: catálogo na mão, três opções de árvore, mas uma quarta de emergência e voltei novamente com as mão vazias e a Outra puta...mas muito puta pois queira montar a árvore logo.

Comentei no curso e foi risada geral. Como alguém compra os enfeites, as luzes e o pé não tem a árvore. A professora sugeriu que no próximo ano comece pela árvore. Então prometi a mim mesmo, que sob qualquer circunstância eu traria a árvore, já maldita, para casa na terça pela manhã. E fiz isso. Peguei um endereço, fui até Astória e comprei a maldita árvore.

Confesso que quase desisti. A certa altura já queria um pinheiro de plástico branco, com pé de plástico fingindo madeira, neve artificial e cheiro de pinho em spray para borrifar na maldita.

Tudo bem que ela acabou sendo um pouco maior do que eu queria. Tudo bem que eu paguei barato pacas e que vou jogar for a depois. Tudo bem que eu perdi quase três horas, procurando o diabo da luzinha que estava queimada, impedindo meu pisca de funcionar. Tudo bem que eu descobri que meu pisca, não pisca. Tudo bem que eu vim de metro, abraçado com a minha amiga árvore de Natal de verdade por cinco estações. Tudo bem que a todo mundo me olhava com aquela cara de : "-What's fucking hell are you doing???" Foda-se para quem olhou assim, estou em NYC e faço até mudança de metro, se assim quiser. Tudo bem que esta atitude fudeu com o meu ombro e minhas costas..tanto que não consegui escrever ontem a noite para postar. Tudo bem... tudo bem... tudo bem.

A Outra adorou... montamos juntos e a Outra fez questão de ligar na tomada o pisca que não pica. Nos divertirmos muito e a árvore tem um cheiro ótimo. Nossos enfeites são azuis e prateados e combinam com as fitas. Afinal é Natal e mesmo eu não sendo católico, vale o sacrifício para realizar mais um sonho da minha filha.

Com saudades,
Ele todo torto de dor ...e ainda tendo que trabalhar hoje (PUTA MERDA!!!).

Os Mello, 11:25 AM


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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

SEMANA DURA

O que tenho para contar não é nada engraçado. Me fez, e tem me mantido muito triste durante estes últimos dias. Só resolvi escrever tudo isso, pois esta é uma das propostas da criação deste espaço...expor alguns dos meus sentimentos, bons e ruins.

Quarta-feira foi um dia terrível. Estava aguardando a hora do trabalho lendo os e-mails e comentando alguns bloggs, quando a linha caiu e o Vladimir, muito assustado e com uma voz péssima, deu a notícia de que a filha de uma amiga havia morrido. Simplesmente não conseguia acreditar...

Tenho toda uma doutrina religiosa para a morte. Teoricamente entendo e aceito, mas não nesse caso, e principalmente quando as coisas são tão próximas. Não sou cretino e sei que para morrer, basta estar vivo, mas morte de crianças me abala muito ainda, mesmo sendo Enfermeiro. E confesso que isso não é só para as pessoas que tenho um grande contato. Acontecia até quando trabalhava em hospital e com pessoas que sequer havia visto uma vez.

Quando ele falou que a notícia não era boa, até imaginei que era alguém do hospital, mas não passou pela minha cabeça que seria uma criança . Infelizmente era. Júlia tinha quase cinco anos. Um pouco mais velha que Outra. Uma vida inteira pela frente e tudo teve um fim na última quarta.

Acredito que todo esse sentimento tenha mudado depois que a Outra nasceu. Ser pai e mãe é uma tarefa difícil mas que modifica toda nossa essência, incluindo pensamentos, palavras e ações, deixando-a muito gratificante. E não tenho como hoje, não me colocar na situação desses pais e sofrer muito com isso também. Se existe alguma coisa boa para ser tirada desta história, por favor... me mostrem pois eu ainda não consegui achar.

Queria esta lá para abraçar a Roberta e o Marcelo. Sei que meu abraço não os confortaria... ao mesmo tempo agradeci por estar aqui em New York e não precisar participar ativamente disso tudo. Sou covarde e teria raiva sim. Nada me confortaria numa situação como esta, mas pelo menos me sentiria mais seguro para tentar levar minha amarga vida, se meus amigos estivem por perto.

Espero, muito "egoistamente", não passar por situação sequer parecida. Espero morrer antes das pessoas que amo. Egoísmo??? Medo??? Covardia??? Não sei... e não estou nem aí para o que vão pensar de mim.

Carmen (www.baronesasdarale.blogger.com.br), muito obrigado por ler o que escrevi pelo MSN. Você não sabe como foi bom conversar com você por aqueles minutos que tentava achar o meu irmão pela Internet. Repito as palavras não sei de quem, acho que Simone (www.lalonge.blogspot.com), de virtual, essa força não tem absolutamente nada.

Roberta e Marcelo... fiquem com Deus. Julia... sei que Deus estará ao seu lado.

Ele.


YOU ARE NOT ALONE
MJ.


Another day has gone
I´m still all alone
How could this be
You´re not here with me
You never said goodbye
Someone tell me why
Did you have to go
And leave my world so cold

Everyday I sit and ask myself
How did love slip away
Something whispers in my ear and says
That you are not alone
For I am here with you
Though you´re far away
I am here to stay

But you are not alone
For I am here with you
Though we´re far apart
You´re always in my heart
But you are not alone

´Lone, ´lone
Why, ´lone

Just the other night
I thought I heard you cry
Asking me to come
And hold you in my arms
I can hear your prayers
Your burdens I will bear
But first I need your hand
Then forever can begin

For you are not alone
For I am here with you
Though we´re far apart
You´re always in my heart
For you are not alone

Whisper three words and I´ll come runnin´
And girl you know that I´ll be there
I´ll be there


Os Mello, 10:56 AM


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Terça-feira, Dezembro 09, 2003

SEM PREÇO

Não, meus dedos não estão congelados. Se alguma coisa congelar nesta terra vocês já até sabem o que será. Acho que estão todos curiosos para saber da minha performance como passista da Mangueira...infelizmente não será neste post.

No último sábado trabalhei duro e cheguei em casa quase às 3:00h, e nem é pela distância. Costumo gastar cerca de quarenta e cinco minutos até lá, mas todos os dias para voltar é uma FODA, com o perdão da palavra. Sempre perco o trem chegando, sei lá, um minuto depois que passou, e aí são mais pelo menos 30 minutos esperando. Mas não posso reclamar de nada. O último dia, mesmo depois de três semanas fechado, foi bom.

Havia escrito umas coisas ontem, mas não tive tempo para publicar daí precisei falar com a minha mãe e pela primeira vez, desde que chegamos, a Outra resolveu falar com a avó também. Acho que foi o momento mais feliz que minha mãe teve, desde que saímos do Brasil. Ela tentou durante todos esses meses e nada...e então, ontem sem que ninguém pedisse nada resolveu falar... Puta merda essa é minha filha mesmo!!! A Outra falou em português, falou em inglês, respondendo as coisas que a avó respondia. E do outro lado da linha aquela voz embargada. Quase chorei também.

E hoje não foi diferente. Senti esta mesma sensação. Não fotografei, pois esqueci a máquina em casa, mas sei que existem lembranças que nunca se apagam ou se perdem...ficam na memória para sempre. Eu a Outra brincamos na neve, no parque perto da escola. Rolou guerra de bola de neve, descer no escorrego, se jogar e cair de braços abertos para trás num monte de neve fofinha. Chegamos em casa meio que mortos, algo molhados e muito gelados. Lanchamos e tiramos um sono de uma hora. Talvez a Outra até lembre disso um dia...talvez não. Sem problemas, estarei por perto para falar sobre esse momento que foi muito legal.

Agora estamos os dois de nariz escorrendo... fazer o que??? Tem momentos que não tem preço¿e esses dois foram alguns desses.

Não poderia encerrar sem agradecer ao Art (www.bardoart.blogger.com.br) e ao Carlos pelos presentes virtuais mandado. Há alguns dias escrevi sobre os amigos que achava que tinha¿hoje agradeço os que tenho. Art, a música é foda. Já escutei milhões de vezes. Recomendo para os que curtem rap...chama-se "runnin (die to living)". Obrigado!!!
Carlos aí fica o "poema" mandado. Resolvi publicar para imortaliza-lo. Tristes são aqueles que não tem um amigo como você. Ainda bem que eu tenho!!! Saudades sempre também.

"Amigo,
Quando você estiver triste,
Eu vou te deixar bebaço
E te ajudar a planejar uma vingança
Contra o filho da mãe que te deixou assim.

Quando você me olhar com desespero,
Com algo preso na garganta,
Eu vou enfiar o dedo na sua goela
E te fazer vomitar
Pondo pra fora tudo o que estiver te engasgando.

Quando você sorrir,
Eu vou saber que você finalmente deu uns "pega"
E traçou umas, uns e outros por aí
(Desde que não tenha sido o meu namorado,
Se não arrebentarei os seus dentes).

Quando você sentir medo, Eu vou te chamar de "viadinho"
E tirar uma da sua cara sempre que tiver chance.

Quando você estiver preocupado,
Eu vou contar histórias horríveis sobre o quão pior você poderia estar
E te mandar parar de choramingar.

Quando você estiver confuso,
Eu vou explicar pra você com palavras bem simples
Porque eu sei o quanto você é burro.

Quando você estiver doente,
Fique bem longe de mim até se curar.
Eu é que não quero pegar o que quer que você tenha.

Quando você cair,
eu vou apontar pra você e me cagar de rir do seu desengonço.

Esta é minha jura, eu garanto até o fim.

Você me pergunta: "Por Que?"
E eu te responderei: "Porque você é meu amigo!"

P.S.: O VERDADEIRO AMIGO NÃO É AQUELE QUE SEPARA A
BRIGA, E SIM AQUELE QUE CHEGA DANDO A VOADORA "


Com saudades sempre,
Ele.

Os Mello, 11:06 PM


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Sábado, Dezembro 06, 2003

OLHA A NEVE!!!

E o inverno chegou...A neve que era prevista somente para começar à noite, começou por volta das 10 da manhã e não parou até agora. Eu até curto, mas sair na rua com neve na altura do tornozelo é uma merda. Lembro da primeira vez que vi, fiquei super feliz...mas a situação era completamente diferente...ficaria por alguns dias e não para sempre (ou por muito tempo, nunca se sabe quando será a próxima mudança!!!).

A Outra era que era só diversão. No carrinho, durante o percurso até a casa da avó, de boca aberta e cabeça para trás para "comer" a neve que caía...e o frio, era daqueles de arrepiar os cabelos do saco.

Precisei ir até New Jersey para abertura de uma galeria de um amigo do curso. Já falei dele algumas vezes, e mesmo que chovesse gatos e cachorros, precisaria ir somente pela consideração dele para conosco. O Chené estava que era só felicidade. E é lógico que depois de três taças de vinho (Rioja, um dos melhores da Espanha) não faltou apresentação de dança flamenca e salsa (resolvi sair antes que descobrissem um CD de samba e pusessem para uma apresentação minha...e vocês sabem que já fui passista da Mangueira...mas isso é um outro post). Tentamos até ir juntos, mas Ela tinha que trabalhar... Então, parti para New Jersey de Path Train e depois de Amtrak. A viagem não foi muito demorada, mas o suficiente para deixar qualquer um que está atrasado de saco cheio. Confesso que não consegui relaxar um minuto e curtir a paisagem coberta de neve. Só queria chegar lá e pronto.

Já na galeria foi ótimo. O lugar ficou bem legal depois da reforma e o espaço foi melhor aproveitado, pois funciona também um escritório de arquitetura. Tudo novo e organizado. Conheci muitas pessoas de nacionalidades diferentes. Algumas muito legais, outras nem tanto, mas como todo bom brasileiro, em cinco minutos já estava enturmado com as pessoas. Conversei durante um tempo grande com a artista responsável pelas obras, chamada Takaio, que é apaixonada por música brasileira, que segundo ela, sem entender uma só palavras, se emociona quando escuta.

A volta foi cruel...quase duas horas esperando o trem que não me levaria direto à Manhattan. Precisaria parar em Hoboken (Cidade em New Jersey) para então pegar o Path Train.

Resumo...noite ótima. Exceto: encarar tempestade de neve, perder o horário do trem por duas vezes, receber um não para entrar no trem que me levaria direto para Manhattan, o frio, a fome, a sede e um tombo (nada que tenha quebrado minhas pernas...mas tombo na neve é sempre um micão).

Os Mello, 10:12 PM


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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003

DYING TO LIVE
Artist(Band):Jonny Lang

Mmm...
You know I've heard it said there's beauty in distortion
By some people who withdrew to find their head
And they say that there is humor in misfortune
No, I wonder if they'll laugh when I'm dead...

Why am I fighting to live
If I'm just living to fight?
Why am I trying to see...
When there ain't nothing in sight?
Why am I trying to give
When no one gives me a try?
Why am I dying to live
If I'm just living to die...


Yeah...
You know some people say that values are subjective
But they're just speaking words...
That someone else has said...
And so they live and fight and kill with no objective
Sometimes it's hard to tell the living from the dead

Why am I fighting to live
If I'm just living to fight?
Why am I trying to see...
When there ain't nothing in sight?
Why am I trying to give
When no one gives me a try?
Why am I dying to live
If I'm just living to die...


Mmmm... You know I used to weave
my words into confusion
And so I hope you'll understand me
When I'm through
You know I used to live my life as an illusion
But reality will make my dream come true

So I'll keep fighting to live
Till there's no reason to fight
And I'll keep trying to see
Until the end is in sight
You know I'm trying to give
So come on
Give me a try
You know I'm dying to live
Until I'm ready...
I'm ready to die


Para os que me conhecem pouco, sou apaixonado por música. A maior parte do tempo que tenho livre, serve para assitir MTV e escutar um bom (nem sempre...risos) som...e não era diferente quando morava no Brasil. Por aqui, quando a Outra deixa, é só isso que faço, é claro!!!

Somente o refrão da música acima aparece numa outra, chamada "Runnin (Dying to live)" que foi gravada por dois rappers assassinados nos EUA, um deles chama-se Tupac e o outro B.I.G. Ambos tiveram, e ainda tem, importância ímpar para o "Black Power" Americano.

Todas as vezes que escuto a música, principalmente o refrão, sinto algo diferente. Na verdade não sei explicar direito, mas é alguma coisa que chega a dar um nó na minha garganta... Pela emoção que essa música passa para mim, eu a dedico no post de hoje, para o meu amigo Art (www.bardoart.blogger.com.br).

E eu acredito nas palavras acima que são cantandas...E vc???

Com saudades,
Ele brigando para fazer do meu sonho realidade (como a letra diz...)

Os Mello, 12:16 AM


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Terça-feira, Dezembro 02, 2003

AMIGOS ???

Chegaram, há poucas semanas, algumas pastas do Brasil. Coisas que minha mãe mandou por correio e demoraram quase uma vida inteira para parar aqui. Enfim, chegaram... É engraçado como os nossos valores mudam. E alguns sentimentos também...

Junto com toda a papelada que não prestava mais (isso por que estou aqui, sem muito espaço, pois tenho a maldita mania de guardar coisas que não prestam...) encontrei uma foto. Foi uma foto tirada numa época muito boa em que eu trabalhava na Clínica São Vicente. Existia um local onde as medicações eram preparadas e estou com parte do grupo de Enfermeiros que coordenava. Todas as pessoas, naquela ocasião, eram importantes representavam algo para mim. Confiava nelas. Só que daquele grupo, depois da minha demissão, só uma sobrou.

E foi a Kyvia. Ele fez faculdade comigo e eu tive a oportunidade de tê-la como amiga de trabalho. Uma pessoa incrível. Com caráter, e que esteve ao meu lado até a minha saída da Clínica, participando da minha vida até hoje.

Das muitas pessoas que estavam lá, naquele momento sorrindo, tive raiva, e bons motivos para tal. Agiram de forma mesquinha comigo. Mas isso tem tempo. Hoje não sinto nada...apenas uma saudade do tempo em que todos naquele lugar trabalhavam felizes e satisfeitos, inclusive eu.

Não sei se é pelo fato de saber que talvez nunca mais cruze com eles, só com os que quero... ou talvez por saber que um dia estive numa situação ruim frente à eles, mas hoje não. É a roda de Shansara... que não pára nunca. Sorte minha que sei muito bem disso!!!

Com saudades,
Ele

Os Mello, 10:08 PM


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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003

DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS

Como Enfermeiro não poderia deixar de comentar sobre o Dia Mundial de Combate a AIDS, e deixar um simples lembrete sobre o assunto. Mesmo estando afastado da profissão por quase um ano (eu até deveria falar sobre vinhos e comidas turcas) ainda me sinto responsável e tenho o direito de abordar tal assunto de maneira profissional (afinal estou pagando uma fortuna anualmente ao Coren - Conselho Regional de Enfermagem).

O que deve valer para todos é a prática do sexo seguro. Usar preservativo sim...em todas as situações, protege você e a pessoa que você ama contra as DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e contra a gravidez indesejada. Não aceito desculpas do tipo: "Camisinha incomoda.", "Eu não uso por que conheço meu parceiro.", "Eu confio na pessoa que está comigo.", "Aperta." ou a pior de todas: "É como comer bala com papel.".

É lógico que todo relacionamento deve estar pautado na confiança mútua, mas amar-se esta acima de qualquer coisa. E amar é proteger-se!!!

Compartilhar agulhas e seringas é um outro problema sério. Gravidez não planejada também. Por isso cuide-se!!!

A pior coisa que pode existir numa pessoa é a IGNORÂNCIA. O BOM SENSO E A INTELIGÊNCIA, possuem limites. Quem é dotado dos dois últimos sabe exatamente onde parar, mas que é dotado do primeiro, É ILIMITADO. Aprendi que a IGNORÂNCIA não tem limites...por isso é tão perigosa.

Aí vão os dados:

"A cada dia, 14 mil pessoas são infectadas pelo vírus da imuno-deficiência humana no mundo, sendo 10 mil só na África. Desde o início da epidemia, mais de 17 milhões de pessoas morreram em decorrência da AIDS, sendo 4 milhões de crianças. Doze milhoes de crianças africanas sao órfãs por causa da AIDS.

Mais de um terço da população de Botswana está infectada. Isso significa que de cada três pessoas, uma tem o vírus e que a população está sendo dizimada pela doença. A força de trabalho do país perde seus poucos professores e médicos à velocidades assustadoras para a pandemia. Consequentemente o ciclo só se complica. A tragédia assola e não se fala no assunto. A AIDS é uma palavra proibida, a expectativa de vida não passa de 40 anos. Uma mulher infectada sofre sozinha, no silêncio de sua casa porque corre o risco de ser apedrejada caso seus vizinhos saibam que ela tem o vírus. Os vizinhos provavelmente também tem o vírus. A cada 25 segundos uma pessoa é infectada pelo HIV na África. Enquanto você leu esse post três ou quatro pessoas foram sentenciadas a sofrer em silêncio e esperar pelo seu dia final. E criancas nascem infectadas, e ficam órfãs, e morrem... sem saber o que aconteceu e muito menos o porquê.
"

Se assustou com as informações??? Ótimo!!!

Desta forma você estará livrando-se da IGNORÂNCIA e lembre-se ELA NÃO TEM LIMITES E NÃO SABE QUANDO PARAR.

USE PRESERVATIVOS E NÃO COMPARTILHE AGULHAS E SERINGAS!!!!

Wagner Mello
ENFERMEIRO.

Maiores informações e texto completo (muito bom por sinal): www.espertalhao.blogger.com.br.


Os Mello, 8:19 PM



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